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  • Alexandrina Dutra

LOUVA MINHA ALMA O SENHOR E NÃO ESQUEÇAS NENHUM DOS SEUS BENEFÍCIOS!




Nenhumas outras palavras nos poderiam ocorrer, que melhor traduzissem o nosso sentir, após uma visão retrospetiva sobre as celebrações do cinquentenário da Consagração da Igreja do Bom Pastor ao Sagrado Coração de Jesus: Louva minha alma o Senhor!


Iniciaram-se as Celebrações no dia 4 de Junho, com um brilhante concerto do Coro da Sé do Porto. Algumas dezenas de Cantores, sob a direção do Maestro Tiago Ferreira acompanhado ao órgão pelo competentíssimo Filipe Veríssimo e de um quinteto de tímpanos e metais, proporcionaram-nos extraordinários momentos, atrevo-me a dizer de oração, em que se aliaram a cultura, a fé e o culto.


O Tríduo preparatório teve lugar nos dias 6, 7 e 8 de Junho como previsto.


Nos dois primeiros dias presidiu à celebração e foi orador o Pe. Dário Pedroso, sacerdote Jesuíta, que, perfeitamente enquadrado no acontecimento nos falou sobre “Consagração” e “Reparação”.


O terceiro dia coincidiu com a Festa litúrgica da Beata Maria do Divino Coração. Foi um dia de festa, que o empenhamento pastoral do Sr. Cónego João da Silva Peixoto, nosso Pároco, valorizou sobremaneira presidindo à Celebração e dirigindo-se aos presentes com oportunidade e ternura de Pastor que conhece o seu rebanho.


Anualmente ocorre neste dia e local, a Consagração das famílias ao Sagrado Coração de Jesus. Este ano não foi exceção. Uma vez mais a solicitude do pastor se fez notar, ao salientar os valores que devem imperar nas nossas famílias e os benefícios que nos podem advir da nossa fidelidade ao Coração de Cristo.


É impossível silenciar o Lausperene que se seguiu até à oração de Vésperas do dia seguinte. Foram momentos singulares de oração e de graças. Na verdade, comprovamos uma vez mais que não é possível separar o Coração de Jesus da Eucaristia, como escreveu e viveu a Beata Irmã Maria. O dia Jubilar, amanheceu assim envolvido na presença benfazeja do Coração de Jesus, presente e a pulsar de amor nas Sagradas Espécies.


A Eucaristia Solene, que teve lugar pelas 21h00, foi o cerne e cume da Celebração Jubilar. Presidiu o nosso Bispo, sua Excelência Reverendíssima D. Manuel Linda.


Cinquenta anos atrás, a celebração consecratória também fora presidida pelo Bispo do Porto, Sua Excelência Reverendíssima D. António Ferreira Gomes.


À celebração acorreram muitos fiéis e muitos outros seguiram através dos meios de difusão telemáticos que foram acionados para o efeito. Na sua homilia, D. Manuel Linda, depois de fazer alusão da vontade do Coração de Jesus, manifestada à Beata Maria do Divino Coração, de que Lhe fosse erigida uma Igreja dedicada ao Seu Coração e que faria dela um lugar de bênçãos, convidou-nos a estar atentos a dois movimentos que resultam, ou estão implicados na consagração que hoje comemoramos: Um movimento descendente: “Eu erigirei nela um lugar de graças. Concederei abundantes graças a todos aqueles que pertencem a esta casa, a todos os que nela entrarem e que tiverem alguma relação com ela”, e um movimento ascendente, pois nesta Igreja, enquanto edifício, temos o espaço onde a Igreja, que é o povo de Deus, eleva ao Coração de Cristo as suas preces, as suas intenções, as suas ações de graças, o seu louvor e também a sua reparação.


Sabemos que, quer no pedido do Coração de Jesus, quer no propósito da Beata Irmã Maria sobre a construção da Igreja e seus objetivos, ocupa lugar primordial a Diocese e o seu Clero. O Sr. D. Manuel Linda alertou para este facto, pedindo que lhe dessemos continuidade, que esta Igreja continue a ser um lugar onde se coloquem no Coração de Cristo as intenções da nossa Diocese e os seus sacerdotes.


Terminada a celebração da Eucaristia, o cortejo processional dirigiu-se para o adro do Templo do lado Norte e entre o corpo frontal da Igreja e a Entrada principal da Comunidade religiosa, para descerrar uma Imagem do Bom Pastor na qual se encontra uma lápide comemorativa.


Ao descerrar a imagem, gesto que foi acolhido por uma calorosa salva de palmas pelas muitas pessoas presentes, o Sr. D. Manuel Linda parafraseou o Papa Paulo VI (28.4.1968): O Coração de Jesus é o Bom Pastor que conhece e dá a vida pelas suas ovelhas.”


As celebrações Jubilares terminaram aqui, mas seriam nulas se não permanecermos fieis ao espírito que lhes esteve subjacente e sobretudo se não continuarmos dispostos a receber as graças prometidas pelo Coração de Jesus em relação a este Templo.


Louva minha alma o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios!

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