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  • Alexandrina Dutra

LOUVAR E REPARAR O DIVINO CORAÇÃO




Dia 9 de Junho, dia solene para celebrar os 50 anos da Igreja que o Coração de Jesus pediu à nossa querida Beata Maria do Divino Coração. Ele queria um templo onde o seu Amor, simbolizado no seu Coração fosse louvado e reparado: «Eu quero que tu consagres a Igreja ao meu Coração. E as Irmãs do Bom Pastor, com a ajuda e o sacrifício de muitos devotos da Irmã Maria, levaram por diante a realização que Jesus pediu à Beata Maria do Dino Coração. Se todos, sempre e em toda a parte, devemos louvar e reparar o Coração de Cristo, essa Igreja, esse templo, foi feito, construído, para dar cumprimento ao pedido. É nessa Igreja, que vai celebrar 50 anos, que estão os restos mortais da nossa Beata. Esta presença é dom e é um apelo a ser ao jeito dela, verdadeiros devotos do Divino Coração, nunca esquecendo que a devoção leva à imitação. Trata-se de aprender a ter um coração semelhante ao de Jesus.


Todos somos “templos vivos de Deus”. O nosso coração deve ser sempre lugar de adoração, de louvor, de reparação. Somos, como famílias cristãs, “igrejas domésticas”, e também aí se deve louvar e reparar o amor louco de Deus, simbolizado no Coração, do nosso Amigo Jesus, nosso Salvador, nosso Bom Pastor, nosso Bom Samaritano. Esse Coração é digníssimo de todo o louvor, por isso não deve nunca cessar a nossa adoração. Por outro lado, se continua a haver tanto pecado, temos que ser reparadores. O amor é sempre reparador, porque quer amar Aquele que nos ama sem limites, quer consolar o Coração que recebe tantas ofensas, quer estar presente junto do Amigo Divino. Louvar e reparar. E o templo que foi construído é lugar privilegiado para isso: Quero que esta Igreja seja sobretudo um lugar de reparação pelos sacrilégios, e para atrair bênçãos e graças sobre o clero…” E a Beata Maria nos ensinará a fazê-lo ao jeito dela, como Jesus lhe ensinou. Vamos à escola do amor para louvar e reparar.


O louvor não pode ser feito só com cânticos ou orações. A vida, o modo de viver mais santo e mais evangélico, tem de ser um “hino de louvor” ao Divino Coração. E a reparação não se faz só na capela, de joelhos diante de Jesus Eucaristia. Reparar é amar. Amar a todos, sempre e em toda a parte. Quanto mais amarmos, Deus e a humanidade, mais reparadores seremos unidos a Jesus, o único Reparador. Amar no trabalho amar no sofrimento, amar no serviço do próximo, amar na família, amar sempre. Corações em amor como o da Irmã Maria, são corações que reparam continuamente, pois também há pecados, muitos e graves, continuamente, há sacrilégios, blasfémias, desprezos, há crimes, há injustiças, há violências criminosas, etc. Quem ama tem desejos, tem sede de reparar, de amar para consolar, de amar para ajudar a compor os estragos de tantos pecados. É esta a escola da Beata Maria. É para reavivar este zelo de amor, de louvor e de reparação, que se vão festejar os 50 anos do Templo que Jesus, o próprio Senhor, pediu que se construísse.


Não devemos ser interesseiros na nossa oração, mas o próprio Jesus prometeu que este templo, seria lugar de graças, não só para a Comunidade, mas para todos que lá rezassem, que o visitassem com amor e devoção: “Deves erigir-me aqui um lugar de reparação e Eu erigirei nele um lugar de graças. Concederei abundantes graças a todos aqueles que pertencem a esta casa, a todos os que nela entrarem e que tiverem alguma relação com ela…” Como nós e o mundo, Portugal e todos os países, as famílias, os refugiados, as vítimas das guerras, precisamos de graças abundantes do Coração de nosso Deus e Senhor. Que este cinquentenário, estas bodas de ouro, seja fonte de muitas graças para todos, pois todos nós e o mundo inteiro, precisam de dons e graças do Céu, dadas pelo Coração aberto do nosso Salvador e Redentor. Que Ele seja uma fonte renovada de dom, das graças que todos precisamos. Acreditemos na sua promessa e sejamos determinados e confiantes na nossa audácia suplicante.

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